15 motivos por que Melbourne é a melhor cidade do mundo para morar

Recentemente, pela quinta vez consecutiva, a revista The economist elegeu Melbourne como a melhor cidade para morar.
Na minha opnião Melbourne é uma cidade que funciona, como diz meu mano Adrilles. E é verdade, é possível viver em uma cidade grande com muito conforto para todos.

Aqui tem 4 milhões de habitantes, São Paulo é um monstro perto disso. Espero que aqui seja um bom exemplo para as cidades brasileiras.Eu amo esta cidade e me encanto um pouco com ela todos os dias. O engraçado é que antes de vir pra cá não tinha muita ideia do que ia encontrar por aqui. Listei meus principais motivos por que escolhi Melbourne:

  1. Bikes – Aqui é fácil andar de bicicleta. Tem ciclovias por toda a parte, são sinalizadas e dá para cruzar a cidade toda de bike. E todo mundo usa, é comum ver idosos pedalando assim como pais que buscam seus filhos na escola na magrela. Acho chique! Um dia desses, fomos em um esquenta antes de ir para um bar. Todo mundo tinha bike, menos a gente! E o mais legal é que as empresas estimulam seus funcionários, oferecendo estacionamento e chuveiro. E é seguro, os motoristas respeitam os ciclistas e, por lei, é preciso usar capacete e luz dianteira e traseira.
    a prefeitura disponibiliza bikes (pagando uma taxa de 2,80 dolares por hora) e vem com capacete!
    a prefeitura disponibiliza bikes (pagando uma taxa de 2,80 dolares por hora) e vem com capacete!
  2. Segurança – acho que para mim é o principal fator de escolher esta cidade para morar. Aqui eu posso andar livremente pelas ruas à noite, dormir em uma casa sem um portão gigantesco e achar normal. Nos trens, a galera usa seus iphones e laptops sem medo de ninguém. É normal ver gente deixar a bolsa aberta, ir ali e voltar… É aquela coisa de mentalidade, de não tirar vantagem do que é também do outro, sabe?
  3. Transporte público de qualidade – quando o assunto é mobilidade urbana, eu tiro o chapéu para essa cidade. Não vi até hoje trânsito por aqui. Claro que tem os horários de pico e o preço do trem é uma bica. Mas é muito eficiente. Além da bike, tem o trem, o tram (que é um trem na superfície) e ônibus. Eles chegam pontualmente, avisam nos pontos qual o ponto que estamos e também quando vai virar para a direita ou para a esquerda. E dá para acompanhar por aplicativos, simplificando tudo. Sem contar que aqui rola um trem antigo de graça para os turistas, o Circle Lane.
    alguns podem falar que esse prédio é de mal gosto, mas tem um trem passando na foto
    alguns podem falar que esse prédio é de mal gosto, mas tem um trem passando na foto
  4. Parques, praças e jardins – nada melhor para os olhos do que um espaço verde bem cuidado. Melbourne é cheia deles, com flores e vários tipos de plantas. Quando faz sol, a galera senta na grama e tem seu almoço, lanche, descanso. E dá para fazer churrasco nas próprias churrasqueiras do parque de graça! No verão, lota de shows e piqueniques. O meu favorito é o Edimburg Gardens, em Fitzroy.
    tudo bem cuidado
    tudo bem cuidado

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  5. Artistas de rua – andando pelo centro, é impossível não cruzar com um músico, uma banda, um mímico, um caricaturista. Vai desde das tradicionais flautas peruanas tocando Beatles até uma bandinha folk descolada, passando por um cara fantasiado de Elmo tocando gaita de foles ou um de Mario Bros tocando Pulp Fiction na guitarra. E a qualidade é boa. Pelo menos para mim, deixa o dia mais divertido!
  6. Perto da praia – de onde eu moro até St. Kilda, que é a praia mais próxima, dá uns 30 min de trem. E dá para ir para outras praias de metrô também (Brighton). Estou esperado o verão para fazer isso todo o final de semana!
  7. Gente jovem reunida – tem sempre muita coisa rolando aqui. Muitos shows, feirinhas de arte, espaços coletivos, encontros de tudo quanto é assunto. A sensação que tenho é que é tipo uma nova-iorque com um ar mais interiorano. E sempre eu checo o que está rolando na Federation Square: reunião de escritores, festival de cinema, aulas para empreendedores…
  8. Multi-cultural – Melbourne é uma cidade que recebe muito bem as diversas nacionalidades. Acho interessante caminhar e ver muçulmanos, sikhs, cristãos e ateus convivendo numa boa! Sem falar das comidas: asiáticas, africanas, sul-americanas…Muita opção! Experimente caminhar pela Chinatown, parece que você está em outro país! Viva!
    Guerrilha é esse artista que é bem interessante aqui
    Guerrilha é esse artista que é bem interessante aqui
  9. Cafés – aqui o café é levado muito a sério. Foi-se o tempo em que dava pra sentar e pedir um simples cafezinho. Uma xícara de café é quase uma obra de arte e barista é uma profissão tão glamourosa como o de um artista! Tem tantos cafés charmosos, estilosos, fofos…Meus cafés favoritos são o Brunetti, o Journal e o Dukes, todos no centro. E prepare-se para gastar um terço do seu salário em cafés.
    machiatto bem tirado
    machiatto bem tirado
    hummmm capuccino!
    hummmm capuccino!
  10. Brunchs –  Sábados e domingos são dias de brunch! Sentar em um jardinzinho estilo vintage, apreciar um pouco do sol que apareceu. É uma delícia! Carolina em Fitzroy é minha recomendação.
    água na boca
    água na boca
  11. Casinhas vitorianas – adoro o estilo das casas aqui, as entradas são decoradas na entrada, os muros são baixos, os jardins são conservados. Acho uma graça, romântico!
    minha casa!
    minha casa!
    esta é a casa da minha vizinha!
    esta é a casa da minha vizinha!
  12. Alleys – é bem característico daqui, as casas e outras construções têm duas entradas, a parte da frente e a de trás. Nesta, a saída dá para uma rua estreita, tipo um beco. E o legal é que em muitas delas tem grafites, dando um ar mais urbano pra cá.
    isto é uma alley!
    isto é uma alley!
  13.  Bibliotecas públicas – este é mais um exemplo de como aqui as coisas são fáceis e legais. As bibliotecas aqui são amigáveis: além de livros, elas oferecem DVDs, internet,  palestras, cursos, revistas e audio livros. E os livros e revistas vão de fotografia, moda, culinária, carros, até os clássicos. Tem pra todo mundo! E para se cadastrar é a coisa mais fácil do mundo, a carteirinha sai na mesma hora e dá para alugar até 30 artigos de uma vez.
  14. Pássaros – me fala, não é encantador acordar com cantos de passarinho em plena cidade? Aqui a variedade é imensa e a gente consegue ver passarinhos coloridos, grandes…
  15. Brechós – Melbourne é vintage! Principalmente em Brunswick, a oferta de artigos antigos é enorme e mega descolado. Existe uma valorização por aquilo que é restaurado, tem história, tem jeitinho de velhinho. Tipo, se você tem uma bike vintage original, arrasou, virou hipster! Recomendo passar na Salvos (são várias pela cidade) e no mercado Lost and Found, tem de tudo!
    lost and found

     

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